
Ar que exala o perfume
De uma brisa poética.
Caravanas de algodão
Movem-se em todas as direções,
Formando figuras, imagens, ilusões...
Alimentam os nossos sonhos e corações.
Ventos sussurram poemas,
Folhas e pétalas flutuam
Ao som de um bolero.
Dois pra cá, dois prá lá...
Água.
Fonte da minha vida
Morte da minha sede.
Traduzida em versos,
Nas ondas que embalam o mar,
No requebrar das curvas dos rios,
No suicídio das cachoeiras,
Nas gotas do orvalho matinal,
Nas chuvas, no suor e no carnaval.
Nas lágrimas e nos choros de Marias.
Nos risos e na fúria dos temporais.
Fogo
Árvore que exala o etéreo
Caleidoscópio de cores.
Calor que queima e afaga,
Fogueira que aquece as paixões.
Fênix que só nascerá após a morte.
Incêndio,
Visão solar,
Vulcão aborrecido,
Rio de lava,
Pompéia.
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